22 de fevereiro, 2016 0 Comentários

Série Rebelião e Redenção – #08 Companheiros de armas

LIÇÃO 8

“Disseram um ao outro, porventura não nos ardia o coração quando Ele no caminho nos falava, quando nos expunha as escrituras? (Luc. 24:32).

Objetivos:

Conhecer: As diferentes reações das pessoas, inclusive dos discípulos, diante da revelação da verdadeira identidade de Jesus.

Sentir: Gratidão pelo fato de que, apesar das fraquezas humanas, Jesus ainda nos chama a proclamar Sua mensagem de salvação.

Fazer: Escolher Jesus acima das coisas deste mundo.

Olhando para os 3 objetivos da lição desta semana, somos provocados, em primeiro lugar, a observar as pessoas que fizeram parte do entorno de Jesus, entendendo que ao caminhar entre elas, Cristo as convidava, direta ou indiretamente, a serem companheiros de armas de Sua missão.

Em sentido semelhante somos todos companheiros de armas uma vez que nascemos no reino de Deus como missionários, e portanto, pertencemos a mesma missão.

Em segundo plano, a lição nos invoca a um olhar para a identidade do Cristo, e para a surpresa causada nas diferentes pessoas que com Ele se encontravam, ao descobrir sua identidade.  E não somente isso, mas que tipo de identidade ou imagem estas pessoas formaram em sua imaginação ou conceito/mapa mental à respeito de quem era Jesus.

E por último, como esta perspectiva de diferentes identidades construídas imaginariamente sobre o Cristo ainda se fazem presentes entre nós quando hoje formamos uma ideia a respeito de quem seja Jesus, e de que forma ainda nos surpreendemos quando descortinamos sua identidade hoje, 2000 anos depois.

O sentimento resultante de descobrir a identidade de Cristo seria um coração pleno de Gratidão, e portanto, deve haver alguma coisa especial nesta identidade que nos constrange a este ponto, nos conduz ao reconhecimento de nossas próprias fraquezas e amplia a gratidão – precisamos descobrir o que é.

Uma vez que eu entenda a identidade, me coloque na condição de reconhecimento de minha fraqueza, me disponha a agir dentro desta condição de alguém que reconheça e aceite essa graça que ultrapassa as fraquezas e entre para a missão, o resultado prático é Escolher Cristo, Viver por Cristo, acima de tudo e de qualquer coisa.

Dividindo a Lição em blocos importantes, o primeiro destes aponta para o chamado dos discípulos.

Ao olharmos para quem Jesus chamou, em que circunstâncias e pra que chamou, na primeira faze do ministério de Jesus, percebemos que a transição do discipulado de João Batista pra Jesus, agregou uma quantidade grande de pessoas que o acompanhava por toda parte. De entre estes, Jesus separa ou elege 12 que iriam conviver com Ele.

O ato da eleição dos 12 guarda uma palavra curiosa – fazer.  Jesus fez discípulos. Isso nos infere que discípulos não brotam, não surgem, não nascem feitos, eles são feitos por alguém. Ou seja,  Jesus não chamou seguidores, Ele FEZ discípulos. Todos os discípulos de João que seguiram Jesus além de toda a multidão de sua plateia eram de certa forma, seguidores de Jesus.

Jesus queria mais do que isto, e portanto, fez dentre tantos, 12 discípulos. Há uma atitude neste fazer.

A segunda coisa interessante do chamado aos discípulos são os requisitos. Quem poderia ser discípulo? Em tese, todos os seguidores poderiam ser discípulos, mas, nem todos estavam prontos para ser FEITOS discípulos. Alguns talvez estivessem prontos um pouco mais pra frente, e outros, talvez nunca.

Jesus foi até lá e elegeu 12.  Como observadores externos, somos tentados a imaginar que Ele selecionou os melhores, os mais habilitados, os mais competentes, pois é assim que faríamos se estivéssemos escolhendo 12 pessoas pra mudar o Mundo.

Ao olharmos o currículo, somos surpreendido com uma lista de desqualificados.  E então nos surpreendemos pelo fato de que o critério para escolha dos 12 está vinculado ao fazer.

Jesus não escolhe feitos, mas pessoas por fazer.  A perspectiva da escolha não é o escolhido, mas a capacidade do que Escolhe e seu poder para fazer com que o Escolhido se torne no que Cristo quer fazer.

Jesus tem um olhar diferente do nosso.  Ele olha a quem Ele escolhe a partir do potencial presente no que escolhe, não vê o que o sujeito é, mas o que pode se tornar a partir da convivência com Ele.  O que importa é o que Cristo é e o que Ele pode fazer pelo escolhido, com o escolhido e do escolhido.

Nós temos uma tendência de olhar para o potencial e para a capacidade de quem nós escolhemos, procurando as qualidades no escolhido, e por isso, selecionamos errado, vemos errado, e portanto, oportunizamos modelos errados.

Guardadas as devidas proporções, é como se Jesus estivesse elegendo os discípulos pela perspectiva de alguma falha ou erro que viesse dEle e não dos discípulos.

Guardadas as aspas de que em Cristo não existem falhas, existe uma lição importantíssima nesta eleição.   Quando eu escolho alguém, eu devo partir de uma perspectiva de que a falha seja minha, pois, quem eu estou elegendo já é falho. Ou seja, eu escolho alguém que é falho, e que eu entendo que pela convivência comigo no discipulado não falhe mais.  Portanto o modelo do erro é meu – Eu não consegui fazê-lo não falhar.

Pense nas escolhas de pessoas para atuarem na missão em sua igreja ou na minha.  Qual é a perspectiva?  A falha dele ou a minha?

Talvez por isso, muitas vezes ao escolhermos erramos o alvo por eleger pessoas que já sejam vasos cheios, e portanto não tem nada pra melhorar…

Jesus escolheu pessoas por fazer.  Vasos moldáveis e por encher.  Sua graça perdoadora os acompanhou por 3 anos e meio para que os vasos estivessem em condição de representá-lo na Missão.

Outro aspecto interessante a ser contemplado no processo do chamado, é o tempo de convivência.

Jesus chama, convive, se permite conhecer, e a partir do tempo junto proporciona oportunidade de transformação.  Ele oportuniza aos discípulos por viver com eles, o identificar quem é Jesus.

Então, a partir desta identificação, fazer uma escolha:  É este o Cristo que eu procurava, é este o Cristo que eu queria, ou eu desejava outro?

Ao olharmos para o título da lição – Companheiros de Armas – temos um segundo bloco a ser compreendido pelo estudo da semana.

Qual é a missão?  Se falamos de armas e de conflito, é preciso entender a missão.  Seria atacar ao inimigo de Deus e combatê-lo? Nossa missão é lutar contra Satanás?

Se entendermos erroneamente as armas, entenderemos equivocadamente a missão.

Se entendermos as armas sob uma perspectiva de salvação como Fé, Palavra, Graça, qual seria a missão?

Nossa missão não é lutar contra Satanás no sentido de enfrenta-lo, mas lutar contra as intenções dele, na direção da salvação das pessoas.

O que é lutar contra Satanás? É fazer o que ele não quer.  É ajudar a salvar pessoas, é aceitar a Deus, é conviver com Jesus, é viver por Jesus, é levar pessoas a Cristo.

Essa é a mudança comportamental que pela convivência com Jesus ocorreria com os discípulos.  Eu quero transformar vocês em pescadores de Homens.

Eu quero um exército que me ajude a tirar gente das fileiras de Satanás e trazê-las para as Minhas fileiras.

Neste contexto, compreender claramente a identidade de Cristo é vital, não somente para nossa salvação pessoal, mas para saber que tipo de Cristo eu levo para outras pessoas.

Uma compreensão equivocada de Cristo pode produzir em nós ou nos outros a mesma decepção que ocorreu a plateia de Jesus.

Quando o Cristo idealizado de forma fantasiosa em sua mente como Rei, o Grande Messias, se apresentou como o Messias sofredor e humilde em direção a Cruz, prontamente O negaram.

Portanto, o que me leva a Cristo, o que me mantém nEle? Que coisas me fazem deseja-lo e estar com Ele?

A identidade de Jesus era tão forte que por onde Ele passava não havia neutralidade ou indiferença.

Sua presença suscitava a pergunta: Quem é Este?  Quem é este que até as tormentas lhe obedecem? Quem é esse que tem tanta autoridade?

Dependendo da perspectiva por traz da pergunta e da resposta elaborada para fazer frente a esta pergunta – Quem é Este – as pessoas seguiriam ou negariam a Jesus.

O mesmo Cristo que atrai multidões é o que repele o jovem rico.  O mesmo Cristo que foi condenado por multidões é o que atraiu o ladrão na Cruz.

Ou ainda a resposta dada a pergunta pode implicar em segui-lo pelos motivos corretos ou por motivos mesquinhos.

A multidão que seguiu o que fazia milagre foi a mesma que o matou quando os milagres cessaram.

Nessa mesma perspectiva se forma a hierarquia do Céu.  Os postos mais altos são ocupados por quem mais serviu.  Sabemos que quem mais serviu não rege os outros com autoritarismo e mando arbitrário.  Quem morreu por todos sem exigir nada em troca merece o posto mais alto.

É deste Cristo que somos companheiros de armas e é a este Cristo que retornamos em gratidão.

A última coisa interessante a observar é que entre os 12, um veio sem a escolha, mas lhe foi permitida a mesma oportunidade. Este o traiu.

Para substituí-lo os discípulos lançaram sorte. Matias ocupa a cadeira vazia, mas os planos de Deus recaiam sobre outro escolhido.

Deus escolhe novamente o menos provável. O Traidor Saulo de Tarso se torna o maior companheiro de armas – Paulo o Apóstolo.

Portanto, se Paulo pode ser feito discípulo e apóstolo, Deus pode fazer de qualquer um de nós seus companheiros na missão.

Nesta guerra, nossa única salvaguarda está no sangue do Cordeiro que voluntariamente se permitiu tragar em nosso lugar.  Nosso escape reside em escolher quem será nosso Senhor nessa guerra.

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