10 de outubro, 2015 0 Comentários

Comentário: Jeremias – Lição 03 (Os últimos cinco reis de Israel) – Pastor Moises L. Sanches Junior

LIÇÃO 3 (Os últimos cinco reis de Israel)

Ele defendeu a causa do pobre e do necessitado, e, assim, tudo corria bem. Não é isso que significa conhecer-Me? Jr. 22:16

Para a lição desta semana temos 3 objetivos principais:

  1. Conhecer a trágica e decadente história dos reis de Judá após a morte de Josias

  2. Sentir a frustração de Jeremias ao acompanhar o desrespeito e desprezo destes reis à mensagem profética

  3. Decidir fazer parte do remanescente fiel sobre o qual profetizou Jeremias

A lição desta semana é um convite a comparação, no mínimo insana, entre um menino de 8 anos de idade, e 4 jovens reis entre 18-23 anos.

Igualmente, a história nos remete a um paradoxo no mínimo curioso, quando nos provoca a responder a duas desconcertantes perguntas:

  1. Como é possível um menino de 8 anos de idade, filho e neto de dois dos piores reis de Israel, se tornar um de seus principais reformadores?

  2. Como é possível que os filhos, netos e bisnetos deste rei bom, que governou Israel nos caminhos de Deus por 31 anos, possam se tornar tão maus e em tão pouco tempo?

Esta história, em primeiro lugar, desafia completamente a lógica de que filho de peixe, peixinho seja.

Se há uma prova inequívoca de que realmente existe livre arbítrio, esta é a história de Josias e de sua família.

Filho de um rei ímpio, perseguido por tentações para que seguisse os passos do pai, e com poucos conselheiros para encorajá-lo no caminho certo, não obstante Josias foi leal ao Deus de Israel.” (EGW. PR, p. 384)

As credenciais e o contexto deste pequeno garoto, não somente são os piores possíveis, mas, sua tenra idade, garantiriam um futuro certo de manipulação na corte e repetição da história.

O que fez a diferença? Josias escutou a voz de Deus, e ousou seguí-la. O texto de Crônicas 34 nos dá uma perspectiva muito interessante sobre o caminho percorrido por esse garoto:

  1. 8o. Ano de reinado – Sendo ainda moço (16 anos), começou a buscar o Deus de Davi, seu pai

  2. 12o. ano de reinado – Começou a purificar Judá e Jerusalém da Idolatria

  3. 18o. ano de reinado – Convocou seus representantes a reparar a Casa do Senhor

Neste momento peculiar da história, quando contavam e separavam o dinheiro para a reforma do templo, acontece um fato inusitado: o sacerdote Hilquias encontrou o Livro da Lei do Senhor, dada por Moisés. Este, o entregou ao escriba (Safã), que o levou ao rei, e leu para ele o seu conteúdo.

A reação de Josias é surpreendente – rasga as vestes, se humilha diante de Deus suplicando por perdão. O incrível deste episódio é imaginar que as palavras do livro eram completamente desconhecidas pelo povo daquele tempo. Nem o rei, nem o escriba, e arrisco a dizer que nem mesmo o sacerdote, tinham conhecimento de seu conteúdo.

Isso significa dizer que a prática religiosa de Josias, mesmo com toda boa intenção em produzir uma reforma completa em Israel, ainda estava longe daquilo que a Lei de Deus descrevia. É possível entender a partir desta referência, até que nível havia se corrompido o povo. Se seu principal representante de fidelidade a Deus se viu completamente indigno diante do texto da Lei, o que se poderia dizer de seus súditos?

Outra coisa que me surpreende no texto foi sua percepção da Santidade do texto, e da Santidade de Deus. O rasgar das vestes pelo rei mostra a gravidade e solenidade do momento. Imediatamente ele pede que consultem ao Senhor para que Ele lhes oriente o que fazer frente as terríveis palavras do texto.

Preciso parar neste momento e lhe fazer uma proposta:

Abra o livro de êxodo e leia com muita calma o capítulo 20. Você consegue sentir a gravidade daquelas palavras? Consegue ouvir Deus falando, e não Moisés? Estas palavras produzem sobre você o impacto que produziram sobre Josias? Como você e eu nos vemos diante deste texto? Será que o desgaste do tempo diminuiu para nós a profundidade e gravidade das palavras?

Vou arriscar fazer uma segunda sugestão. Leia novamente o texto, mas na versão aprofundada de Jesus, relatada no texto de Mateus capítulo 5. Perceba como Jesus amplia o sentido, a abrangência e a sutileza das entrelinhas desta mesma Lei, e tente se enxergar nas palavras do verso 20. E a esta altura se sua pergunta for, em que devemos exceder a justiça dos Escribas e Fariseus, leia os versos seguintes 21-48, e talvez você sinta um pouquinho do que Josias sentiu.

As duas lições que finalizam o exemplo do governo de Josias, muito bem destacadas pela lição de domingo:

  1. removeu tudo quanto possível que despertasse a idolatria

  2. fez uma aliança diante do Senhor para guardarem os seus mandamentos e os Seus testemunhos e os Seus estatutos – de todo o coração e de toda a alma.

Não é exatamente essa a descrição do remanescente em Apoc. 12:17?

A segunda parte da lição é bastante simples. Pegue um pneu sem câmera (Israel), posicione-o no alto da montanha (nível em que Josias deixou o povo após a reforma), e role-o ladeira abaixo.

Após a morte de Josias na batalha de Meguido, lutando contra o Faraó Neco, do Egito, seguem-se no reinado 4 reis:

  • Jeocaz (Salum), filho de Josias – subiu ao trono aos 23 anos de idade, após a mortee reinou por 3 meses, até ser levado ao Egito por não aceitar a política do Faraó – morreu no exílio.

  • Eliaquim (Jeoaquim), filho de Josias – posto em lugar de seu irmão Jeoacaz, aceitou as propostas de Faraó, oprimiu o povo com impostos em nome do Faraó, não seguiu a Torah, aplicando em seu benefício trabalho escravo e permitiu o retorno dos cultos pagãos em Judá. Fez tudo que seu pai Josias havia feito, mas só que ao contrário. Enfrenta Nabucodonosor no período da primeira invasão descrita em Daniel 1:1-3. Tudo indica que morrera em Jerusalém pouco antes da deportação dos cativos entre 598-597. Seu filho ocupa seu lugar até a deportação.

  • Jeconias (Joaquim)7, filho de Jeoaquim – tornou-se rei aos 18 anos e seu curto reinado durou apenas 3 meses e meio. Nabucodonosor capturou Joaquim e levou cativo com sua mãe, suas esposas e outros cativos reais. (a deportação). Após a morte de Nabucodonosor, foi liberto por Evil-Merodaque. Porém, conforme a profecia de Jeremias, tiveram que renunciar ao trono de Davi.

  • Zedequias (Matanias) – colocado no trono por Nabucodonosor aos 21 anos de idade. Seu principal defeito – “Encimadomurismo”. Sua aparente inclinação a ouvir as palavras do profeta, são rapidamente esquecidas, e a aliança com o Faraó egípcio, à despeito das advertências do profeta, conduzem Jerusalém à sua destruição. A cidade fora queimada, seus muros e construções levados a ruína.

O REMANESCENTE

A nação Judaica se encontra diante de nós como um exemplo do esgotamento da grande paciência de Deus. Na destruição de Jerusalém é tipificada a destruição do mundo. (CBASD, v.3, p. 1282)

O contraste entre a destruição e desalento da menina dos olhos de Deus e as promessas de esperança feitas ao remanescente fiel, são para nós uma confirmação constante de que Deus não se esqueceu de seu povo.

Se por um lado, a decadência e cativeiro são um alerta ao povo do tempo do fim sobre a rigorosa e precisa condução de Deus quanto aos eventos da história, igualmente suas promessas ao remanescente do povo, a indicação da vinda do Messias e certeza da libertação do povo de seu cativeiro apresentadas em Daniel 9, ao profeta no cativeiro, prefiguram a nossa esperança.

Tão certo quanto foi para aquele povo o cumprimento de sua maior esperança – A vinda do Ungido de Deus – é certa para nós a promessa de ver novamente o Ungido, desta vez como Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, nas nuvens do céu.

A mesma esperança que sustentou o Remanescente fiel naqueles dias, deve suprir nosso coração diante das tribulações previstas para o mundo em que estamos.

Resolutos nesta promessa, cabem de forma oportuna as palavras de Paulo aos romanos, quando da descrição dos que perseveram na fé neste Deus que não muda e em que não há sombra de variação:

Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo;

Por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus.

E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança;

E a perseverança, experiência; e a experiência, esperança.

Ora, A ESPERANÇA NÃO CONFUNDE, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado.

Que esta esperança nos conduza firmes até a outorga da recompensa que nos está prometida!

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