06 de novembro, 2015 0 Comentários

Comentário: Jeremias – Lição 06 (Atos Simbólicos) – Pastor Moises L. Sanches Junior

LIÇÃO 6 – Atos Simbólicos

Não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro, para desonra?” (Rm 9:21)

Conhecer: O uso de símbolos e atos simbólicos no livro de Jeremias, especialmente o símbolo da botija quebrada.

Sentir: A extensão do pecado de Judá, que fez com que Deus finalmente executasse juízo sobre a nação na forma do exílio babilônico.

Fazer: Decidir prestar atenção aos sinais e mensagens que Deus coloca em seu caminho para evitar que ele chegue a um ponto sem volta.

Era uma vez, uma garotinha que se chamava chapeuzinho vermelho…

Em uma floresta distante, haviam 3 porquinhos…

Complete as frases:

Chapeuzinho vermelho e o…

Branca de neve e os…

Lobo mau e os…

Não é de hoje que a humanidade conta histórias pra crianças pequenas e crianças crescidas.

As histórias com certo grau de imaginação são usadas de diversas maneiras diferentes e para propósitos variados.

Tem história pra boi dormir, histórias pra fazer dormir, histórias pra por medo, pra fazer chorar, pra fazer rir, pra fazer pensar, histórias pra passar o tempo, histórias pro tempo parar, tem história pra tudo, até história dentro da história.

O fato é que, histórias, parábolas, sagas, metáforas da realidade, ou como você quiser chamar, são best sellers natos da humanidade.

Nós gostamos de uma boa história, ponto.

Deus nos fez seres que acumulam na memória fatos, dados, relacionamentos, datas, nomes, lugares, e tudo isto junto e misturado, faz histórias.

As histórias, por sua vez, constroem nossa identidade, e só sabemos quem realmente somos por que temos uma história única, e que é vista por nós mesmos sob uma perspectiva única.

Essa coisa da exclusividade é tão interessante que, uma mesma história, contada ao mesmo tempo pra duas pessoas, só duas, não precisa mais que isto, já serão imediatamente após contar, 3 histórias.

Sim, três mesmo. Quem contou, e os dois que ouviram. ( e se quem ouviu forem duas meninas, serão não 3, mas tantas histórias quanto o humor variar a cada vez que contarem pra outras amigas – sim eu sei, isso foi politicamente incorreto)

Esse é um tremendo potencial para as histórias. Você pode ouvir a mesma história várias vezes por que elas tem um poder de se renovar a cada dia, e tudo isto, pelo fato de que a história é a mesma, mas você não é mais o mesmo quando a ouviu novamente.

Talvez, por causa desta perpetuidade, facilidade de memorizar, renovação continua, e tantas outras coisas agradáveis sobre as histórias, a Bíblia e SEU AUTOR, seja um livro tão cheio de histórias.

Talvez (e não talvez, mas com certeza), por isto a Bíblia continue sendo o livro mais atual do mundo, mesmo sendo um dos mais velhos.

Esta semana, fomos convidados a olhar para algumas destas pequenas histórias (metafóricas/simbólicas), pra tentar de uma maneira lúdica imaginar como Deus ama, cuida, adverte, busca, resgata, salva e presenteia seus filhos com o maior de todos os dons – o Tempo (Sua história).

Fomos conduzidos por 5 simbologias diferentes nas histórias desta semana, e já adianto, é impossível esgotar as aplicações destas pequenas histórias, então vou me concentrar na relação que elas tem com a história principal – Jeremias e sua missão.

Sacrifícios – Gen. 4

Ao olharmos o conflito entre Caim e Abel sobre o tipo de oferta, temos alguns sentidos preciosos sobre a tentativa de Deus em resgatar seu povo.

  1. Não existe salvação sem um preço

  2. O que precisa de salvação não é quem paga o preço

  3. O que está perdido tem que acreditar que esteja assim

  4. A salvação tem condições, e estas são impostas pelo Salvador

  5. É preciso querer ser salvo

  6. Só existe um Salvador, Ele me escolhe e eu tenho que escolhê-lo

  7. Auto-suficientes não precisam e não querem um Salvador

Serpente – Num. 21

Sempre me invoquei, desde pequeno, com essa história. Por que Deus escolheu uma serpente? De tanto bicho disponível, logo uma serpente?

Confesso que pra essa pergunta nunca encontrei uma resposta plena, porém, com o passar dos anos, me acostumei a perceber o senso de humor de Deus ao ilustrar das mais variadas formas a arrogância do pecado e a forma como Ele (Deus) é superior à tudo isto.

Satanás desde sempre tenta imitar Deus com as mais variadas contrafações. Dessa vez, Deus inverte o jogo. O Cordeiro de Deus que seria levantado da terra, mostra pra todos os Israelitas que o farsante (Satanás – a serpente) não tem maior poder do que o Deus do Céu.

E tem mais, olhar para aquela serpente de bronze, hasteada em um mastro antecipando a Cruz, era a demonstração clara para aquele povo idólatra que não havia poder em canto algum na terra, exceto na Palavra de Deus.

Deus mandou olhar pra serpente, e só quem acreditasse no que Deus mandou é que alcançaria salvação. Israel teve que aprender a confiar nas ordens de um Deus invisível, olhando para uma Serpente visível.

É como dizer pra aquele povo – vocês foram atrás das palavras da serpente, eu porém voz digo, EU CRIEI A SERPENTE. Quem é maior do que ela? A serpente matou vocês, EU porém, tenho vida, e posso dá-la a todo aquele que crê.

O Vaso e o Oleiro

As 5 histórias sobre os vasos e o oleiro, se interligam por um fio condutor comum.

A pergunta central da história é: Quem é o criador e quem é a criatura? Quem é o que faz e quem é que é feito?

A questão central tem que ver com dependência, resignação, obediência, aceitação e humildade.

Israel se esqueceu quem era o vaso e quem era o oleiro na história. Nós, de vez em sempre, também nos esquecemos.

Você já se pegou orando à Deus pedindo coisas e dizendo como Ele tem que realiza-las? Você já se viu dizendo pra Deus que as coisas tem que ser de determinado jeito ou de jeito nenhum?

Ou então você já teve a sensação de que Deus se apequenou diante das coisas do mal, ou que, talvez ele tenha se esquecido das coisa, ou já não saiba tão bem como tudo isto funciona hoje? Você já se pegou olhando a Bíblia ou os textos da Inspiração Profética, e ficou tentando achar um jeito de “contextualizar” as coisas pra justificar algo que você quer fazer, mas os textos parecem dizer que tem que ser de outro jeito, e então você tenta dizer que aquilo não é pro seu tempo, não é pra hoje, ou talvez que Deus não soubesse mais como as coisas acontecem nos dias atuais?

É sobre isso que esses textos estão falando.

Quando você se pegar “Pautando” Deus, olhe no espelho e pergunte pra aquele ser de barro refletido à sua frente: Quem é o Barro e Quem é o Oleiro na história? Quem é que molda, e quem é que precisa ser moldado? (E se você souber cantar, e se não souber também, cante o hino 502)

Uma última, e curiosa lição sobre o oleiro e o vaso, é a de que os vasos são feitos sob encomenda para um propósito, uma missão.

O texto de Romanos 9:18-20, ilustra essa difícil, dura, e as vezes, ingrata realidade.

Pra que você entenda isto de forma bem simples, quando o texto pontua vasos para desonra, o vaso em questão, é aquele que alguns chamam carinhosamente de TRONO.

Sim, alguns vasos foram feitos pra enfeitar, outros pra por água, outros pra por suco de uva, outros, bem, outros pra serem tronos.

Embora, numa leitura primária do texto, a aplicação seja desonra por termo-nos afastado dos caminhos de Deus, num outro olhar para o mesmo texto, podemos entender que mesmo os vasos que foram escolhidos para ser TRONOS, são vasos úteis.

Já imaginou a sujeira da casa quando esses vasos não existiam?

A vida de Jeremias, de certa forma, ilustra esse tipo de vaso. Sua missão era vergonhosa em múltiplos aspectos, mas, alguém precisava fazer o serviço sujo para mostrar uma coisa que ninguém pode negar:

O vaso recebe a nossa sujeira, mas o vaso NÃO PRODUZ A SUJEIRA.

Aquilo que para os homens parece muitas vezes desonroso, Deus mostra quanta Honra verdadeira existe ali.

Quem produzia a sujeira era Israel, e Deus chamou Jeremias pra limpar tudo.

Talvez, em algum momento você pense que sua vida não vale pra nada. Quando este tipo de pensamento invadir seu coração, talvez seja a hora de voltar ao Oleiro e perguntar – qual a minha missão e como eu posso ajudar? Tire os olhos da sujeira e olhe para as mãos calejadas do Oleiro. Não há respostas na sujeira, mas nos calos.

A botija quebrada

Esta história já estudamos na semana passada, mas, uma lembrança rápida de sua lição central:

Se o vaso for queimado e se quebrar – NÃO TEM VOLTA.

O Vaso só pode ser queimado em dois tipos de forno:

  • O Forno do Espírito Santo – Que nos conduz ao pleno conhecimento do pecado, da justiça, do juízo e da Verdade

  • O Forno do FALSO Oleiro – Que endurece o coração até que nos tornemos impermeáveis às influências do Oleiro Verdadeiro.

O Cinto

Não vou entrar na discussão arqueológica/histórica sobre o lugar em que Deus mandou Jeremias esconder o cinto de linho. Conhecendo Deus e Sua forma de contar histórias, não acho nada impossível que Deus tenha pedido ao profeta para empreender uma viajem de 3-4 meses até a divisa com a Babilônia só pra esconder um pedaço de pano. Isto é bem o jeito do nosso Deus “contador” de Histórias.

Mas dentre as muitas lições, fica aquela de que, um cinto inacabado, apodrece. Um cinto inacabado e sem uso, apodrece também.

O acabamento do cinto que se faz pelo Verniz (couraça da fé), e pelo banho na água (o lavar dos pecados), é vital para dar ao cinto a resistência necessária pra missão, e a longevidade necessária – a eternidade.

Israel preferiu continuar cru, e escondido em suas próprias convicções. Foi parar em Babilônia, e lá, apodreceu.

Várias histórias, mais uma grande lição:

Com um Deus de Amor, não se brinca. Brincar com um Deus de Amor, é jogar fora o Amor.

E, ao final de tudo, não haverá um FINAL FELIZ pra quem desprezou o AMOR.

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