04 de dezembro, 2015 0 Comentários

Comentário: Jeremias – Lição 10 (A destruição de Jerusalém) – Pastor Moises L. Sanches Junior

LIÇÃO 10 – A destruição de Jerusalém

Busquem a prosperidade da cidade para a qual Eu os deportei e orem ao Senhor em favor dela, porque a prosperidade de vocês depende da prosperidade dela.”(Jr 29:7)

Objetivos:

Conhecer: O reinado de Zedequias, que levou à destruição de Jerusalém, e compreender como isso encaixa na profecia dos 70 anos de exílio.

Sentir: A misericórdia de Deus em meio ao desastre, quando Ele Se comunicou com os exilados em Babilônia por meio de uma carta, encorajando-os a permanecer fiéis.

Fazer: Orar pelo bem da nação e buscar paz para ela, mesmo que as circunstâncias da sua vida estejam longe de refletir a vontade de Deus.

Aprender a esperar em Deus…

Talvez essa seja a grande lição para esta semana.

Imagine que você recebesse uma informação, aliás, não você, mas toda a sua comunidade, e nesta informação privilegiada estivesse a seguinte descrição:

  1. Os EUA estão preparando uma invasão aos seu país. Eles pretendem propor ao seu presidente o estado de sítio e rendição espontânea. As tropas, navios e aviões estão à postos em todas as fronteiras.

  2. Os termos para a invasão são: Rendição incondicional, com preservação da vida da população e preservação do território. Dissolução do exército, mudança de governança para um comando Americano. Extradição de pessoas ao território americano na condição de trabalho com preservação de vida. Garantidos o tratamento humano, comida e moradia, mas sem status de cidadania. A rejeição dos termos implicará guerra, cativeiro, escravidão.

Tente imaginar como se posicionariam os nacionalistas, movimentos de esquerda, direitos humanos, presidência, câmara senado, etc..

Isto talvez lhe permita uma pálida ideia da confusão instalada em Israel.

Acrescente a este cenário o seguinte elemento. Imagine que o Brasil fosse uma nação cristã, de uma religião só. Pense que o presidente e os clérigos creiam no mesmo Deus e possuam os mesmos elementos doutrinais. O presidente em parceria com os clérigos emita uma nota à nação em boletim de rede nacional pedindo a todos que fiquem tranquilos pois os clérigos asseguraram que Deus está do lado da nação. Todos devem elevar suas preces pois Deus sairá em defesa do seu povo. Sobre os prisioneiros de guerra que já foram levados para o território americano, não se preocupem, nossas fontes dizem que em 2 anos no máximo eles serão libertos. Nossas negociações estão evoluindo, e já temos a garantia de ajuda do governo Russo que enviará tropas para nos ajudar na defesa.

Os jornais, revistas, boletins eletrônicos, rádio e TV alimentam e replicam este discurso com análises de todos os experts em política internacional, exército, etc.

De repente, em meio a todo este burburinho noticioso, surgem dois clérigos, um sozinho no Brasil e outro sozinho entre os prisioneiros de guerra, e começam a dizer que as previsões do governo e de todos os outros estão erradas. A fala deles cai na imprensa marrom e chega aos ouvidos da população e do governo.

Eles anunciam que a parceria com o exército Russo até poderá parecer que deu certo pois o governo americano recuou por um pouco de tempo, mas que na sequência o governo Russo voltará para seu país, e o exército americano vai retornar e, por causa da arrogância do governo brasileiro, os termos de rendição serão suspensos e o país vai ser destruído, suas cidades saqueadas, seus templos e casas de culto serão saqueados e destruídos, os que sobreviverem à guerra serão levados como prisioneiros de guerra.

O clérigo que está no Brasil, conclama a população para que despeça os Russos e aceite os termos de rendição impostos pela América.

O clérigo que está entre os prisioneiros, desfaz as esperanças de que o cativeiro durará apenas dois anos.

Pra completar, eles ainda pedem que a população brasileira ore para que os americanos prosperem em seu intento, e que eles cresçam em prosperidade pois isso permitirá que os anos de prisioneiro sejam mais tranquilos e em paz.

O que você acha que aconteceria com esse tipo de clérigo que se levantou contra o governo e contra todos os outros clérigos?

Troque os nomes dos reinos por:

Americanos -> Babilônicos

Russos -> Egípcios

Brasileiros -> Israelitas

Clérigos -> Sacerdotes

Clérigo Louco -> Jeremias/Ezequiel

Embora nada justifique o fato de que Jeremias como profeta não tenha sido ouvido por Zedequias e seus conselheiros, afinal de contas, ele era o mensageiro de Deus, é possível entender por que a reação de um povo que não conhecia mais seu próprio Deus, fizesse com ele o que fez.

Se Jeremias vivesse hoje, seria linchado em praça pública.

Dado o cenário histórico, quais as lições:

  1. Com Deus não se brinca! Ele é sério, tanto nas promessas quanto nas advertências. Não por que Ele seja vingativo ou temperamental, mas por que Deus conhece todas as coisas, e é simplesmente estupidez ignorar alguém que conheça todas as respostas, todo o tempo e todos os fatos, mesmo antes de acontecerem.

  1. Deus nunca repreende a quem odeia! Deus repreende a quem ama!! Deus odeia/abomina o pecado, e portanto, ele Castiga o pecado e o destrói. Porém, aqueles a quem Ele ama, ele para adverti-los, concedendo a oportunidade de mudança, de transformação, de conversão. Ele só age para a destruição quando todas as oportunidades são rejeitadas.

  1. Deus não suaviza as consequências de nossas escolhas! Ele não nos prometeu livrar-nos das aflições. Ele prometeu nos livrar do Mal. E prometeu que, mesmo em meio as aflições Ele nos concederia paz. Não uma paz qualquer, mas, aquela paz que excede todo o entendimento. (Eis que estarei convosco todos os dias… No mundo tereis aflições, tende bom ânimo… A minha paz vos dou, não como o mundo a dá…)

  1. É preciso aprender a esperar o tempo de Deus! No caso de Israel este tempo seriam 70 anos. Esperar na zona de conforto é sempre fácil. Esperar em meio as aflições, é impossível. Por isso precisamos da paz que Deus concede, pois sem ela, a ansiedade nos devora.

  1. Deus sempre cumpre o que promete! Daniel 9 é a expressão disto. Saiba e entende que “desde a saída da ordem para restaurar e edificar Jerusalém”… Ele prometeu liberdade e reconstrução, e fez o que prometeu. E de carona, ainda deu de presente a data da Vinda do Messias.

  1. Esperar o tempo de Deus é assistir Sua Glória! As coisas no tempo de Deus são infinitamente mais grandiosas, maravilhosas, agradáveis e inimagináveis do que as coisas do e no nosso tempo. (Aquilo que o olho não viu, o ouvido não ouviu… Fé é a certeza convicta do que não se vê…)

  1. Esperar dói! Dói só ou necessariamente por causa do tempo da espera, mas por que, provavelmente enquanto esperamos teremos que descobrir que o que esperamos pode ser diferente do que Deus quer.

  1. As vezes o nosso tempo de espera implicará na necessidade da prosperidade dos nossos inimigos para que tenhamos relativo conforto! Esta, de todas, é a pior condição de aprendizado. O que devemos lembrar é que a prosperidade do ímpio não significa vitória do mal, apenas um tempo de maturação. A vitória será sempre de Deus. Confiar nEle todo tempo, sob quaisquer circunstâncias, é necessário.

  1. A prosperidade do ímpio pode prover ambiente e até recurso para a prosperidade do justo. Israel saiu do Egito não de mãos vazias. Os judeus saíram para a reconstrução com apoio da Pérsia. As condições favoráveis da economia e política, nos permitem recursos e ambiente favorável a pregação do Evangelho.

  1. A prosperidade do ímpio pode nos fazer acostumar com seus hábitos ou desejar imitá-los. Os cativos acompanharam os hábitos de seus vizinhos. Desejaram sua prosperidade e bens. Desenvolveram novas metas e falsas expectativas, e ainda culparam Deus por ter se esquecido deles.

  1. Devemos fazer o que Deus nos pede, mesmo que isto pareça loucura, pois Ele vê o que está atrás da cortina do tempo e dos fatos. Orar por Babilônia não fazia sentido, mas ali estava a salvação de Israel. Na nossa jornada, diversas vezes nos depararemos com coisas sem sentido, mas devemos confiar que Deus continua conduzindo nossos passos. Ele nos deu as profecias bíblicas pra creiamos nisso, melhor, para que tenhamos certeza disso. Isaias 46:9-10

  1. Setenta anos pode parecer tempo demais… mas com Deus, é um piscar de olhos. O tempo é relativo, não por causa de Eisnten, mas por causa dos olhos de quem vê. Que tal ver o tempo sob a perspectiva de Deus? Se Deus é absoluto, ver o tempo por Seus olhos, é velo como certo, absoluto e invariável. O relógio de Deus nunca falha.

Eu não sei qual é sua Babilônia opressora, nem seu Egito com promessas. Não sei qual tem sido seu sacerdote falso nem seu profeta verdadeiro que diz o que você não quer ouvir.

Mas eu conheço o Deus que enviou o seu profeta, e posso te assegurar que por mais louco que possa parecer, vale a pena ouvi-lo. Busque-o de todo o coração. Sirva-o com todas as suas forças. Faça isso, e você descobrirá as alegrias de viver com Deus ao seu lado.

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