13 de novembro, 2015 0 Comentários

Comentário: Jeremias – Lição 07 (A crise continua) – Pastor Moises L. Sanches Junior

LIÇÃO 7 – A crise continua

O que se gloriar, glorie-se nisto: em Me conhecer e saber que Eu sou o Senhor e faço misericórdia, juízo e justiça na Terra; porque destas coisas Me agrado, diz o Senhor”(Jr 9:24)

Objetivos:

Conhecer: O conceito bíblico do que significa conhecer a Deus e do que acontece quando não há o conhecimento dEle.

Meditar: na razão pela qual Jeremias escolheu uma lamentação para comunicar a profunda tristeza de Deus por um povo que escolheu adorar a criatura em lugar do Criador..

Refletir: sobre as áreas de sua vida que entristecem a Deus e praticar o arrependimento no verdadeiro sentido bíblico.

A lição desta semana é um convite à reflexão profunda. Um chamado à mergulhar nas partes mais profundas e escondidas da natureza humana. Uma convocação a vasculhar por dentro e por fora o coração a fim de encontrar seus verdadeiros motivos, intenções, percepções, conceitos, ideações, sonhos, aspirações e, principalmente, pecados.

Com toda certeza, esta é, de todas as formas, a coisa mais difícil ao ser humano.

Encarar de frente a santidade de Deus e compará-la a pecaminosidade do coração humano, ou como diria corajosamente o Salmista:

Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno. (Salmos 139:23,24) –

eis aí o grande desafio da semana.

O contexto para este tremendo desafio é expresso por Paulo em I Coríntios 10:11, logo no início da semana:

Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado”

Quatro coisas neste verso balizam a lição da semana:

1. Estas coisas lhes sobrevieram

Que coisas são estas que lhes sobrevieram?

O verso áureo nos responde: faço misericórdia, juízo e justiça na Terra

Essa ordem de coisas é muito peculiar.

Primeiro Deus faz misericórdia. Na sequência juízo e, por fim, Justiça.

Repare que na bíblia essa é a sequência todo o tempo. Quando Adão e Eva pecaram, Deus foi misericordioso em não matá-los (se colocou entre eles e o castigo morrendo como cordeiro por eles), em seguida apresentou-lhes os juízos como consequência da escolha que fizeram, e por fim executou e executará a Justiça prometida.

Com Israel se deu o mesmo: Encontrou-os no Egito, apresentou-lhes seu padrão de juízo, e por fim executou Justiça.

No contexto de Jeremias, estes 3 aspectos estão presentes no convite do profeta:

Primeiro: Deus lhes concede agora seu tempo de misericórdia – Arrependam-se e aceitem a graça do perdão de Deus

Segundo: Deus lhes adverte do juízo que virá, e eles poderão ser contados entre os inocentes ou entre os culpados

Terceiro: Deus executará a Justiça, e dependendo do lado escolhido, serão as consequências – Morte ou Vida.

O “lhes” do texto – o Povo de Deus. Portanto, as advertências de Jeremias tinham destinatário certo. Entender isto, nos possibilita compreender por que Paulo diz que isto nos serve de Exemplo.

2. Exemplos

Copie conforme o modelo. Isto me remete aos tempos das séries iniciais do fundamental (pra alguns de nós talvez, até o ensino superior, mas isso é outra questão).

Deus olha para nossa condição, e lançando mão do mais rudimentar dos modelos de ensino, nos diz carinhosamente: siga o modelo.

Mas não pense que a lição é tão simples assim. Seguir o modelo, neste caso, implica primeiramente em decidir pra qual modelo olhar.

Nossa triste tendência é seguir o modelo mais evidente, e parece que insistimos em repetir tudo o que o Povo de Israel fez.

Aliás, talvez, repitamos tudo, mas com um certo requinte de aperfeiçoamento e crueldade. E ainda é provável que alguns tentem dizer que estão seguindo a ordem de Paulo ao seguir exatamente o exemplo daquele povo.

Não é bem esse exemplo que Paulo quis dizer. O exemplo que nos serve de lição é o que aconteceu antes, durante e depois das escolhas daquele povo.

Pode parecer simplista esta abordagem, mas, isso me faz lembrar de uma antiga experiência contada por pastores “da antiga” a respeito de um pregador que decidiu pregar todos os cultos o mesmo sermão. Quando interpelado por um dos membros sobre por que ele repetia sempre a mesma fala, o pastor respondeu de forma simples: Quando minhas ovelhas praticarem o que eu falei, posso mudar o sermão.

Essa nossa capacidade fantástica de repetir os erros do passado nos prende a um ciclo vicioso e redundante de consequências já vistas, e as vezes, fico imaginando como Deus se comporta vendo tudo isto, 1, 2 3, 1000, 100000000 de vezes. – Haja paciência!!!

Ainda sobre o Exemplo, dizia o saudoso professor Pedro Apolinário, que existem 3 tipos de sujeito:

O Sábio – que aprende vendo os outros apanhando.

O Burro – que só aprende apanhando

E o imbecil – que nem apanhando aprende

A escolha é nossa.

3. Advertências

Ninguém gosta de ser advertido. Ninguém mesmo. Principalmente se você estiver certo.

Este talvez seja o primeiro problema a ser resolvido. Quando se trata das advertências humanas, é comum que a repreensão ou advertência não tenha fundamento, ou pelo menos, não abarque todo o contexto. Isto faz proliferar a injustiça, o preconceito, a discriminação e a marcação de pessoas.

Porém, o mesmo não ocorre quando a advertência provém de Deus. Questionar as advertências de Deus é tão insano quanto brigar com alguém que, a beira do precipício, nos empurra pra longe do buraco que não estamos vendo.

Deus nunca erra, não faz acusações levianas, não ignora o contexto, não desconsidera suas limitações ou personalidade, não exagera a dose, não é irascível, não humilha desnecessariamente, enfim, não faz nada daquilo que estamos acostumados a fazer.

Suas advertências são recheadas do mais puro, fino e saboroso amor.

Se é assim, por que parece tão difícil ao ser humano aceitar os alertas de Deus? É esse exatamente o efeito mais danoso do pecado.

O pecado nos faz santos aos nossos próprios olhos. O pecado nos faz autossuficientes, presunçosos, egoístas e orgulhosos.

Contra tal sorte de coisas, os exemplos do passado foram estampados em letras garrafais, como forma de advertir às gerações vindouras das consequências de desprezar os conselhos de Deus.

A breve lista de problemas apontados dos versos 2-4 de Jeremias 9, culmina em uma pergunta retórica, mas ao mesmo tempo precisa:

Porventura por estas coisas não os castigaria? diz o Senhor; ou não se vingaria a minha alma de nação tal como esta? Jr 9:9

A pergunta do verso 12 ecoa até os nossos dias com a mesma estrutura ferina da anedota do Prof. Pedro: Quem é o homem sábio, que entenda isto? Jr 9:12

Somos convidados como povo do tempo do fim e do fim dos tempos, ou ainda do fim do tempo do fim, a sabiamente fazer a escolha certa. Sobre estes, não cairão os juízos de Deus, e Deus, Ele mesmo, lhes fará Justiça – o galardão.

4. Para nós sobre quem os fins dos séculos chegaram

As vezes pode parecer presunçoso olhar a nós mesmos sobre o prisma desta frase – “para quem os fins dos séculos chegaram”. Principalmente se considerarmos que Paulo falava isto dos seus dias.

Não se daria o caso de que ainda estejamos longe dos fins dos séculos?

Não é sem motivo que as características do Remanescente sejam apenas duas.

A primeira delas, mostra a escolha do Povo de Deus por servir incondicionalmente ao Deus de Israel pela obediência irrestrita à suas Leis – “Guardam os mandamentos de Deus”.

A segunda característica, por sua vez, aponta para a mensagem profética.

O que nos tira a presunção do tempo é compreensão clara das profecias bíblicas.

Tal compreensão, em primeiro lugar nos dá identidade – por elas sabemos quem somos, onde estamos e por que estamos aqui. Em segundo lugar, as profecias nos apontam para a missão – testemunhar ao mundo, como povo de Deus, que Deus é esse em quem temos crido. E em terceiro, a mensagem profética nos desperta o senso de urgência. Temos pressa, o tempo está acabando, não se pode adiar mais nem a decisão de quem queremos ser, nem adiar a missão. O tempo chegou, é agora. Os fins dos séculos chegaram!!

Para esse tempo é a advertência do profeta:

Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas,

Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me entender e me conhecer, que eu sou o Senhor, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor. Jr 9:23,24

Invista tempo em Deus, com Deus e por Deus. Estude Sua palavra, pratique suas verdades, espalhe suas bênçãos. Fazendo isto, alcançará seguramente duas coisas: Conhecerá a Deus e Viverá pra sempre com Ele.

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